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Esculhambação do UBER

O UBER poderá pegar no Brasil, mas não será como eles gostariam. O povo brasileiro que encantou os turistas durante a Copa tem a capacidade de "esculhambar" qualquer nova e boa iniciativa onde percebam um jeito de "levar vantagem".

O encanto da Tecnologia da Informação faz com que a sociedade aceite melhor a novidade - anunciada como a economia compartilhada - e leva as autoridades a serem lenientes com as irregularidades.

Não foi como as autoridades trataram um conceito similar, popular, não aceitando o argumento da carona remunerada. Tratou-os como lotação e reprimiu.

Ainda é possível encontrar - embora não seja tão comum - encontrar motoristas oferecendo carona para a mesma direção em que supostamente vão, nas proximidades dos terminais de ônibus. Recebem dos demais passageiros um reembolso para compartilhar as despesas.

Por que esse mecanismo de comunicação presencial e recebimento analógico é caracterizado como lotação, sendo reprimido e o digital não?

Se o UBER pegar, logo logo, um ou mais vereadores estarão apresentando projeto de lei regulamendo o seu funcionamento, o que será a sua morte.

O UBER não deixa de ser uma pirataria. Sofisticada, mas pirataria. Só funciona bem à margem do quadro burocrático, satisfazendo a centenas ou até milhares de usuários que não querem pagar impostos. 

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