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Mais um "tiro no pé"

O PT conquistou o poder usando os meios meios que outros partidos, quer, com todo o direito democrático, manter-se no poder e defender os seus partidários que, ao adotar aqueles meios (que todo mundo praticaria) foram pegos em malfeitos.
Aproveitando a oportunidade ímpar da aposentadoria compulsória da maioria dos membros do Supremo Tribunal Federal, e tendo o controle de votação no Congresso, mediante o loteamento de cargos e outros processos, que anteriormente condenava, indicou partidários, sem a necessária maturidade jurídica, ou juristas da linha "garantista" para postergar o processo conhecido como "mensalão" e livrar os companheiros, seja por sentenças menos rigorosas, como pela prescrição dos crimes.
Poderá conseguir os seus intentos no caso específico, mas as consequências subsequentes, principalmente de natureza política, poderão ser adversos.
Estrategicamente interessava ao PT o julgamento do chamado "mensalão mineiro" no qual se procuraria mostrar que o "mensalão" começou em Minas, sob o comando do PSDB, o que corresponde apenas parcialmente à verdade. O "mensalão" é uma inovação do PT, aperfeiçoamento o "mensalinho" comum nas Prefeituras e Câmaras de Vereadores. Já o "esquema Marcos Valério", esse sim começou em Minas Gerais. Mas o que vale para a opinião pública é a versão.
A estratégia seria de colocar o PSDB e o seu candidato, o ex-governador mineiro, Aécio Neves, na defensiva, embora o "mensalão mineiro" não seja da sua época.
Com o eventual novo julgamento do "mensalão petista" a perspectiva é que só seja retomada após o recesso do final do ano, ou seja, em torno de março de 2014.
O julgamento estará mais presente na campanha eleitoral de 2014 que, efetivamente, só começará em julho, após o término da Copa do Mundo.
O tempo para começar o julgamento do "mensalão mineiro" poderá ser ainda mais postergado, ficando para 2015. As decisões estarão nas mãos de Joaquim Barbosa.
Haverá outras sequelas, algumas de caráter institucional: uma delas será a eliminação do "foro privilegiado" para os políticos graduados. 
O que parecia uma vantagem, é visto como discutível ou inconveniente. 
Mas disso trataremos em outra oportunidade.


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