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Os desafios das metrópoles


Os maiores desafios

As capitais brasileiras vem enfrentando, nesses últimos 25 anos, sem sucesso quatro grandes desafios, decorrentes do processo de urbanização:

  • A acomodação do seu crescimento demográfico, ocorrida com grande segregação social e de atendimento das condições de vida;
  • A localização das atividades econômicas geradoras de empregos;
  • O deslocamento das pessoas da sua moradia ao trabalho e demais atividades urbanas e vice-versa;
  • A maior utilização do automóvel para esses deslocamentos, suportados pelo crescimento da frota, gerando grandes congestionamentos.

(hoje vamos comentar apenas os dois primeiro dos desafios, deixando para tratar dos demais em outros artigos)


A segregação da população

Nos últimos 25 anos agravou-se a segregação urbana, com uma ampla descentralização da cidade formal, formando novas centralidades, ocupando intensamente a orla marítima, no caso das cidades litorâneas e a expansão desordenada da “cidade informal” mediante loteamentos clandestinos ou irregulares e invasões por uma população de menor renda, oriunda de imigrantes trazidos para as obras e posteriormente demitidos, com o seu término.
Enquanto a população de maior renda ocupa as melhores áreas naturais ou supridas de infraestrutura e serviços públicos, multiplicando a valorização imobiliária, os de menor renda, sem capacidade econômica de se fixar nessas áreas, foram levados a se instalar em áreas "fora do mercado", por condições físicas, como as áreas de risco, ou por restrições ambientais.
Os planejamentos urbanos fracassaram nos objetivos de ordenar a ocupação dessa população, pois enquanto os seus instrumentos regulatórios dirigiam a dinâmica urbana da riqueza, apesar de distorções, não tiveram instrumentos para conduzir a dinâmica da pobreza, indisciplinada em relação ao planejamento, quando não contrária ao planejamento, como tem ocorrido com a localização da pobreza dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.


As novas centralidades das atividades econômicas

As atividades urbanas evoluíram no sentido da predominância das atividades terciária, tanto do comércio varejista, como dos serviços, em detrimento das atividades industriais, com a concentração espacial em modernos edifícios de escritórios e shopping centers, abandonando o centro histórico em direção a novos polos, novas centralidades determinando, em muitos casos, a deterioração daquele polo tradicional, com insucesso das tentativas de revitalização. (Vamos tratar dessa questão, como das demais, em outros artigos neste blog)

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