quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resistências nesta primeira semana

Os primeiros dias da campanha presidencial do segundo turno foram de resistência. Os candidatos se prepararam para se defender dos ataques do adversário e não perder posições. Ambos foram bem sucedidos nessa estratégia, com ligeira vantagem para Dilma Rousseff.

Cada qual perdeu apenas um ponto entre a totalidade dos votos, com aumento dos brancos e nulos o que significou que muitos ficaram mais inseguros em relação ao seu voto, sendo que alguns - diante da guerra - não estão dispostos mais a votar em qualquer um deles.

Dilma foi melhor sucedida porque só perdeu um ponto, numa conjuntura mais desfavorável, cheia de má notícias e sem nenhum fato novo positivo a menos do que é alardeado na sua campanha, ou da neutralidade parcial de Luciano Genro.

Aécio perdeu mais, porque os supostos ganhos com os apoios recebidos, dos demais partidos, da família de Eduardo Campos e de Marina Silva, foram anulados pela campanha negativa de Dilma. O saldo final foi negativo, com a perda de um ponto. 

Dilma perdeu na semana por 1x0, Aécio perdeu de 4x3. Fez gols, mas levou também. Só os indecisos ganharam.

A principal estratégia de Dilma foi de tentativa de desconstrução da reputação e imagem pessoal do seu adversário. Procurou mostrar que ele não é um bom gerente, tampouco foi um bom governante, como alardeia, tendo o derrotado no primeiro turno em Minas. As explicações podem ser muitas, mas o fato é irrefutável: são os dados oficiais do TSE.

Insistiu na imagem de  mau uso dos recursos públicos (improbidade) reiterando o caso do Aeroporto de Cláudio. Tentou grudar a imagem de nepotismo, no qual foi prontamente rechaçada. Essa bola chutada a queima roupa Aécio conseguiu defender. Mas há pontos pessoais que ainda serão exploradas.

A campanha de comparação entre as gestões PT e PSDB tem um efetivo relativo, mas serviram para barrar um eventual crescimento de Aécio.

Nesta semana, afinal Dilma teve algumas boas notícias. A queda dos preços internacionais do petróleo, é má para a Petrobras, a médio e longo prazo, mas boa para ela, para o Brasil e para Dilma a curto prazo. Reduz, de momento, o déficit da empresa e da balança comercial. 

A geração de empregos formais em setembro foi baixa, mas ainda positiva. Não será suficiente para compensar os valores negativos que ocorrerão em outubro, em dezembro e eventualmente em novembro, como ocorre em todos os anos.  Mas esses resultados só ocorrerão após as eleições.

Aécio tem ficado mais na defensiva, defendendo programas e no debate não bateu pesado na corrupção da Petrobras. Aparentemente está guardando os golpes mais pesados para o final da campanha, para grudar na adversária a imagem de conivente com a corrupção.  O que ela tem tentando escapar a todo custo. 

O jogo segue empatado.



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