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As estratégias das petroleiras perante o pré-sal

Todas as maiores petroleiras, de âmbito mundial, tem interesse no petróleo do pré-sal brasileiro. Menos as russas, que se concentram na produção nacional Já as chinesas, além da produção nacional, vem buscando uma atuação mundial, inicialmente na África e agora na América do Sul. É significativo o fato de que a SINOPEC,que assumiu o controle da espanhola Repsol, para entrar no mercado brasileiro, credenciou-se, mas não apresentou proposta. Ela controla ainda a portuguesa Petrogal.
As duas maiores chinesas que ingressaram no único consórcio participantes não tinham ainda atuação no Brasil. Por que aquela não apresentou proposta?
Entre as 4 maiores petroleiras mundiais, apenas a Shell, a segunda delas participou do consórcio, sendo que as demais, depois de credenciadas, desistiram formalmente.
Esse é o quadro visível, o que dá margem a diversas especulações ou interpretações.
Aqui vamos a uma, não mostrada, pelos especialistas, mas baseada na provável lógica estratégica das empresas.
A Petrobras tinha uma posição mínima garantida em qualquer dos consórcios, dentro da tradicional assertiva de que os pretendentes poderiam "casar com qualquer uma, desde que fosse a Maria".
A Maria teria recebido uma incumbência do Governo Federal, a sua controladora: viabilizar o leilão, evitando que a mesma desse vazia.
Então ela escolheu o seu pretendente favorito, e, com isso, afastou os demais fortes concorrentes que não se dispuseram a brigar, mas deixou aberta a participação.
Teria feito o acordo, na maior surdina, com a Shell, mas todos os demais sabiam, só que não podiam divulgar, até por não ter informações, concretas, mas apenas suspeitas.
Para despistar, convidou as duas chinesas, ainda sem atuação no Brasil, deixando de lado a SINOPEC/Repsol, gerando a versão de que elas assegurariam o sucesso do leilão. 
Elas tem interesse em "por o pé" no Brasil, mas de forma cautelosa. Não estariam dispostas a arcar com 70% de um consórcio que teria a Petrobras com 30% obrigatórios. Teriam aceito participar com 10% cada uma, deixando a Petrobras, junto com a Shell, a responsabilidade de aportar 80%, remanescendo 50% para dividir entre elas.
A Petrobras, com o respaldo governamental, teria buscado um terceiro sócio, para o bloco de controle e conseguiu, afinal convencer a francesa Total, que teria exigida a definição prévia da direção da Pré-sal Petroleo SA, com a garantia de uma direção técnica, com mitigação das influências políticas. Conseguida essa condição, a negociação teria girado em torno das participações.
Com os volumes envolvidos não é plausível uma combinação de última hora. O acordo da Petrobras com a Shell foi costurada há muito tempo. O ingresso da Total pode ter ocorrido no segundo tempo, mas a ideia de resolução na prorrogação foi uma "fantasia" bem vendida pelo Governo, para caracterizar o sucesso do leilão. Só não conseguiu convencer o próprio PT de que não se tratava de uma privatização.
Agora haja dinheiro para a Petrobras cumprir as suas obrigações!



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